quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

I Feel Good


Ora, ora, a vidinha tem corrido tão bem nos últimos dias que só me faltava mesmo esta para culminar a semana em grande (isto, partindo do princípio que não vem por aí amanhã mais uma grande surpresa). Então não é que chego de manhã ao parque de estacionamento e deparo-me com um belo Skoda Fabia estacionado no meu lugar?

E o que é que a Madame Butterfly resolve fazer? Pois claro, estacionar mesmo por trás e impedir-lhe a saída. E acrescenta-se um bilhetinho no pára brisas a explicar: "Caro/a senhor/a, se por um acaso pretender sair, faça o grande favor de ligar para o número do PROPRIETÁRIO do lugar onde estacionou".

Por volta das 18:30 horas, o senhor liga (eu já apostava que era um homem o autor de semelhante proeza!). Era filho do proprietário do lugar do lado. Pelos vistos já tinha percebido que eu ainda não moro no apartamento e costuma deixar o carro no meu lugar, durante a noite, saindo sempre antes de eu chegar. Hoje estava sol, apeteceu-lhe ir a pé até ao trabalho para bronzear um bocadito e esqueceu-se do carro! O que equivale a dizer que foi apanhado com uma grande pinta!

Limitei-me a dizer que só saio às oito e vai ter que esperar bastante. E tenciono atrasar-me...mas isto é surpresa. Sinto-me especialmente maquiavélica, hoje. And I feel goooooood!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Lado Positivo



Neste momento não precisava de uma amigdalite. Nem de uma injecção de penicilina. Nem de ficar um dia inteiro em casa, com febre, sem fazer nada de útil e a stressar com o trabalho atrasado no escritório e os telefonemas que ficaram por fazer. Nem de uma dor de garganta tão alucinante que me faz parecer uma idiota, a tentar comunicar com a minha mãe através de sinais e gestos.

Valha-me a Fox Tv. E a minha gata. E o melhor namorado do mundo que me veio trazer o meu lanche preferido: croissants quentinhos.

Afinal, pensando bem...nem tudo é negro.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Irregularidade Técnica Momentânea



Eu até sou a favor da recente modernização dos tribunais, a sério que sou (e quem diz tribunais, diz qualquer outra entidade pública como Serviço de Finanças, Segurança Social, Conservatórias, etc, etc...). E dá-me um jeitaço poder enviar todas as peças processuais pela internet. E assinar digitalmente. E fazer pagamentos de taxas de justiça com 25% de desconto porque sou moderna. E notificar colegas por e-mail sem ter que me dar ao trabalho de fazer o telefonemazinho da praxe, com a conversa parva do costume:

"- Então como vai o ilustre colega? Benzinho? Olhe, vou enviar-lhe uma notificação por telecópia, pode ser? Os meus cordiais cumprimentos".

E poupar dinheiro em papel. E em tinteiros. E em fotocópias. E sentar-me mais tempo na minha confortável cadeira, em vez de ter de andar a passear à chuva entre o escritório e o tribunal.

Mas...e quando o sistema resolve não funcionar, em plena segunda feira em que tenho várias peças processuais para enviar, no último dia do prazo?

Isso é...?
...Uma irregularidade técnica momentânea!(diz a linha de apoio)*


* E eu pergunto: mas afinal, quanto tempo dura um momento?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Just Keep Smiling



Tudo cansa, até a tristeza. Por isso, hoje acordei e decidi sorrir. Vou jantar fora, vou sair com os amigos, vou dar gargalhadas, vou rir de coisas parvas, vou dançar, vou beber dry martiny's, vou andar à chuva, vou ouvir música que me faz rodopiar, vou chegar tarde a casa, vou dormir muito...vou ser imensamente feliz por umas horas.

Um dia de cada vez. Amanhã logo se vê.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bad Decision


Não foi brilhante a decisão de sair de casa para ver se uma sessão de cinema acompanhada de um balde de pipocas quentinhas e crocantes me fazia sair deste estado de espírito depressivo - melancólico - quase - crónico. É que se na véspera me senti uma espécie de Duquesa de Devonshire, ontem, a personagem interpretada por Kate Winslet - a trágica April - encaixava-se em mim na perfeição.

Sentir o lento condensar do drama vivido e assumido por aquele casal tão igual e tão diferente a todos os outros fez-me assumir inconscientemente um presságio pessoal. Na verdade, revi-me na pele daquela mulher que sentia a cada dia que afinal, a felicidade universal não era a dela. E que precisava de desafiar a ordem das coisas, inverter o seu sentido, para sentir-se viva.

Tendo em conta o final do filme, não posso dizer que o meu estado de espírito tenha sofrido melhorias significativas. Para a próxima vou antes ao circo. Os palhaços são garantidos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

(Sem Título)

O dia da conversa chegou, tal como eu antevia que iria chegar. Falamos de ti, falamos de mim, falamos de nós e de todo o universo que nos impede de estar juntos. Senti-me uma espécie de Duquesa de Devonshire, em pleno século XXI, para quem as circunstâncias são sempre maiores do que aquilo que sinto cá dentro.

Desde o primeiro instante que percebi que eras especial. O tempo só veio provar aquilo que senti instantaneamente. Trocamos milhares de horas de conversa, muitos sorrisos, gargalhadas, noites em claro a trocar segredos, algumas lágrimas e acima de tudo, muita cumplicidade.

Por isso, venha o que vier, aconteça o que acontecer, mesmo que o destino nos trace caminhos opostos, ficarás para sempre gravado no meu corpo e na minha alma e só nós sabemos porquê.

Não, não vou partir. Mas ainda não sei se posso ficar...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

I really do.

*Discretamente retirado daqui