sexta-feira, 13 de março de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

Infantilidades


O meu coraçãozinho até é forte. Pelo menos é o que me têm garantido o cardiologista e os electrocardiogramas que faço regularmente. Mas é difícil evitar palpitações mais fortes quando, ao longo de uma conversa no msn, entre gargalhadas, saudades e conversas que só nós sabemos ter, surge uma coisa assim:



Acompanhada de um desenho assim:




O que me leva à seguinte conclusão: o que tem de ser, tem muita força.

(Nota: Esqueci-me de dizer que também me leva à conclusão de que estou com o síndrome de Peter Pan em fase aguda. Estas infantilidades derretem-me...que se há-de fazer? Não há-de ser nada...)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sem título

Deveria estar convencida de que tomei a decisão acertada. E, no entanto, sinto que a melhor decisão teria sido a de estar quietinha, sem decidir absolutamente nada. Porque neste momento, o que me apetecia era voltar atrás no tempo e deixá-lo imóvel. À espera de um qualquer milagre. O que temo já não ser possível uma vez que me antecipei à mão divina.

Sendo assim, e como não sou pessoa para viver em estado de depressão mais de dois ou três diazinhos seguidos, vou render-me aos prazeres da vida, estendendo-me no sofá com a minha gata no colo e ver as séries que a Fox Life hoje tem para me oferecer.

De maneiras que é isto.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Aviso


Por estes lados, o mundo desabou. Perdeu-se o apetite, vertem-se lágrimas compulsivamente, o brilho do sol não surte qualquer efeito, a alma está desfeita em mil pedaços.

Por isso, vimos por este meio alertar os nossos fiéis leitores que nos próximos dias (ou meses, ainda não se sabe...), a leitura deste blog não será aconselhável àqueles com uma sensibilidade acima do normal.

Desde já, pedimos as nossas desculpas.

sábado, 7 de março de 2009

Momento


Sou uma pessoa complicada. Pois sou. Insatisfeita por natureza e com propensão à criação de dramas pessoais quando, na verdade, tenho tudo para poder considerar a minha vida quase perfeita.

Para agravar este estado de coisas, ainda tenho tendência para racionalizar constante e minunciosamente cada aspecto da minha existência (mas nisso, vocês já devem ter reparado). O que também não ajuda nada.

E, no seguimento do que escrevi no post anterior, a consciência de que ando há quatro anos, três meses e alguns dias a adiar a resolução de um problema que já há muito deveria ter sido resolvido, tive o empurrãozinho que precisava para avançar em frente e fazer a escolha óbvia.

Porque, como alguém escreveu aqui, a vida é feita de escolhas. E eu fiz a minha. Muito embora tenha noção de que fosse qual fosse o caminho que escolhesse, iria sempre magoar alguém e iria sair sempre magoada.

Quem disse que a vida era fácil?

quinta-feira, 5 de março de 2009

And So The Story Goes...


Por breves instantes (foram quase umas vinte e quatro horas horas...) cheguei a pensar que o Universo tinha resolvido o problema que eu ando para tentar enfrentar há quatro anos. Durante esses mesmos instantes, hesitei entre saltar de contentamento ou chorar de tristeza.

Afinal está tudo na mesma, já não preciso de decidir entre a gargalhada ou a cabeça na parede.

Claro que continuo a precisar de decidir outras coisas. Mas isso são pormenores.

terça-feira, 3 de março de 2009

To Be Or Not To be...


Eis a questão. E é séria, juro. Afinal, somos quem o nosso ser pensante se esforça para ser ou antes uma luta constante entre este e o nosso instinto?

Falo de mim mesma. E a questão perturba-me a alma porque aos trinta anos de idade constato que sei menos sobre mim e sobre o mundo do que sabia aos vinte. Ou, antes, tenho menos certezas. Perdi-as algures...

Aos vinte tinha clara noção do que era certo e do que era errado. Do que devia fazer e do que não devia. Do branco e do preto. Qualquer linha de fronteira era nítida e eu sabia sempre o tempo e o lugar para a sua travessia. Tinha convicções fortes, certezas quase absolutas. Sabia que ia estudar muito e ser uma advogada de sucesso, milionária pois claro. Que ia encontrar o homem da minha vida e viver feliz para sempre. Que nunca iria perder contacto com nenhum dos meus amigos. Que a minha mana estaria sempre por perto pois seríamos sempre superiores a qualquer adversidade. Que teria sempre uma boa relação com os meus ex-namorados...

Hoje, absolutas, só as dúvidas. Dou por mim a ultrapassar fronteiras que sempre dei como intransponíveis, desorientada, sem saber se devo avançar ou voltar para trás. Dou por mim a cometer erros que jamais ousei cometer. A perder a noção dos conceitos, naufragando na liberdade que me faltava aos vinte.

E pergunto-me se algum dia voltarei a ser aquela miúda...sempre de bússula em punho. Tenho saudades dela.