terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Perdoa-me, crise...



Mas é disto mesmo que eu preciso. Prometo que é só hoje.

Et....voilá!

Eu sabia que a minha incessante vontade de sorrir à mais ínfima das manifestações de vida no planeta estava para acabar. Assim, tal começou. Do nada e sem motivo aparente. Há quem lhe chame SPM. Eu prefiro não lhe dar relevância e ignorar que tem um nome ou consegue comandar o meu estado de alma quando e como bem lhe apetece.
Certo é que hoje acordei com vontade de bater em toda a gente, de dar respostas tortas a tudo o que ouse desafiar-me verbalmente e não vejo meios de isto se alterar nas próximas horas. Ou dias, quem sabe... E com a secretária submersa em papeis e processos em que deveria estar a trabalhar, estou antes aqui a lamentar o meu dia, tentando encontrar nas palavras uma esperança vã que altere o estado das coisas.

Alguém tem um brufen?

domingo, 28 de dezembro de 2008

Feeling Like


Imortais

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir
Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou
Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

*Mafalda Veiga

sábado, 27 de dezembro de 2008

Não há mal que sempre dure nem bem que se não acabe...


Feel happy. So happy, so happy que começo a estranhar este estado de alma que chegou assim há uns dias, sem razão aparente, e parece não me abandonar. De facto, a vidinha tem-me sorrido nos últimos tempos e, não obstante a chuva e o céu cinzento, o meu mundo e submundo tem coexistido de uma forma bastante pacífica e harmoniosa. O que não é fácil. Nem comum.

Por isso, pergunto-me: que tragédia grega virá por aí a seguir?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Butterfly Effect

"It has been said that something as small as the flutter of a butterfly's wing can ultimately cause a typhoon halfway around the world" - Chaos Theory

Dei de caras com esta teoria há uns anos, através de um filme que só por isso já valeu a pena (Butterfly Effect) e, desde então, percebi que a minha vida se explica basicamente desta forma. Num dia, tudo é calmo e harmonioso, como o mar num fim de uma tarde de Verão. Noutro qualquer, o meu mundo desmorona, num turbilhão de ideias, imagens, sentimentos, pessoas, momentos e arrepios na espinha que o Universo não me permite controlar.

Ultimamente, parece-me que perdi completamente o controlo. Haverá, algures na Nova Zelândia uma praga de borboletas?