quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As Quatro Estações



Não sei se acontece o mesmo com toda a gente mas eu sempre acreditei verdadeiramente que a cada um de nós pertence uma estação do ano. Aquelas pessoas que detestam o calor, que nunca vão à praia, que tem sempre o ar condicionado sempre ligado nos 15ºC - mesmo quando estão apenas 23ºC - e planeiam ansiosa e detalhadamente a sua viagem à neve, são decididamente pessoas Inverno. Depois há aquelas que não gostam de frio nem de calor, que adoram os passarinhos e as florzinhas, os campos verdejantes e viajam em Maio até à Holanda. Não tenham dúvida: são pessoas Primavera. As nostálgicas, românticas, apreciadoras das folhas amarelas ou castanhas caídas no chão, entusiastas dos inícios de ano escolar - nunca foi o meu caso, sublinhe-se - e das vindimas são pessoas Outono.

Desde que me lembro da minha existência que sou uma Summer girl. Adoro calor, praia, sol, areia, mar, férias nas Caraíbas, México, Brasil, Maldivas ou África, água de coco geladinha, cornetos, havaianas, calções e t-shirts, bikinis coloridos, noites longas na esplanada às gargalhadas com os amigos, festas da Sr.ª da Agonia, férias judiciais, travessias até às Ilhas Cies, Festivais de Verão...and so on.

Agora perguntem vocês, queridos leitores, como me sinto eu, uma pessoa Verão, enclausurada num Inverno que chegou precocemente e que insiste em presentear-me diariamente com temperaturas abaixo de 10º, muita chuva, vento e granizo? E acrescento: numa cidade à beira mar plantada, com suposto clima ameno e onde já não nevava há vinte anos!

Vá...alguém se atreve a perguntar?
...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

God Bless America




A minha relação com os EUA e com os americanos nunca foi a melhor, confesso. Abomino a ideia de pertencer a um mundo controlado por estes senhores que, no meu entender, estão a anos luz de entender o conceito de liberdade. Sim, esse mesmo, o da estátua que supostamente os representa universalmente.

Mas hoje - pelo menos, hoje - sinto que esse sentimento pode mudar. Sinto que o mundo tem um novo líder capaz de fazer a diferença. Capaz de mudar aquilo que sempre me fez gostar menos dos EUA.

Barack Obama tem por cumprir uma missão difícil, ninguém duvide. A começar por todas as expectativas criadas por brancos, negros, castanhos, amarelos, muçulmanos, cristãos, judeus, enfim... todas as raças e religiões de que é feita a raça americana. E, ainda, as do resto do mundo. Nestas circunstâncias, será humanamente impossível não desiludir.

Mas a etapa mais difícil já foi ultrapassada. E eu só não tenho fé porque sou pouco dada aos assuntos espirituais. Mas uma nova esperança de um mundo melhor e sem preconceitos renasceu em mim.

E hoje - pelo menos hoje - sinto que faz sentido dizer: God Bless America.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Lost



Just because I'm losing
Doesn't mean I'm lost
Doesn't mean I'll stop
Doesn't mean I will cross

Just because I'm hurting
Doesn't mean I'm hurt
Doesn't mean I didn't get what I deserve
No better and no worse

I just got lost
Every river that I've tried to cross
And every door I ever tried was locked
Ooh-Oh, And I'm just waiting till the shine wears off...

You might be a big fish
In a little pond
Doesn't mean you've won
'Cause along may come
A bigger one
And you'll be lost

Every river that you tried to cross
Every gun you ever held went off
Ooh-Oh, And I'm just waiting till the firing starts
Ooh-Oh, And I'm just waiting till the shine wears off*

*Lost - Coldplay (feels so true...)

"We are defined by oportunities, even the ones we miss"


Três visualizações de filmes depois e continuo a reflectir sobre a adaptação de David Fincher ao conto de F. Scott Fitzgerald. É definitivamente perturbador e incapaz de deixar indiferente qualquer comum mortal que se debata com o sentido da vida.
Depois disto, percebo claramente que este sentido (agora, refiro-me ao sentido direccional:nascer, crescer, morrer) não foi deixado ao acaso e tinha que o ser. Ou seríamos seres irremediavelmente mais infelizes.

O meu realizador favorito revela-se, uma vez mais, incapaz de fazer coisas mal feitas. Num estilo diferente, sem o final imprevisível, mas ainda assim genial.

domingo, 18 de janeiro de 2009

The Curious Case of Benjamin Button




Havia tanto para dizer... e, no entanto, estou sem palavras.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Não há coincidências...?


A Margarida Rebelo Pinto diz que não há coincidências. Eu nunca concordei com as teorias da senhora (e tabém nunca gostei dos livros dela, verdade seja dita). Mas sempre achei que elas - as coincidências - aconteciam de longe a longe, com uma grande dose de improbabilidade em cima. Esta semana, o universo provou-me o contrário.

Segunda-Feira:Descansada da vida, descia no elevador que dá acesso à garagem comum do meu novo apartamento quando dou de caras com um amigo que já não via há vários anos (amigo esse com o qual até troquei doses significativas de saliva nos tempos da faculdade mas isso não interessa). Sendo o nosso conhecimento dos tempos e lugares de Coimbra e nunca mais o tendo visto desde que regressei ao norte, a pergunta foi automática e saiu em uníssono:

- O que estás aqui a fazer?

Ele: Eu moro aqui, no B. 2.8...vim trabalhar para cá em Agosto, e tu?
Eu: Eu ainda não moro...mas mudo-me no próximo mês para o B. 2.3. Eu sou de cá, remember?
Ele: Sim, I remember. Quando fazemos o primeiro jantar de convívio entre vizinhos?

(e eu que sempre gostei de viver no anonimato...)

Quarta-feira: estava dentro do carro, mal estacionada, à espera que a minha mãe acabasse de levantar dinheiro numa caixa MB quando um outro carro passa do meu lado esquerdo e toca levemente no meu espelho lateral. Nada de especial, até me pareceu que era uma simples transferência de tinta que saía facilmente. Mas o condutor saiu imediatamente do carro e com um sotaque espanhol insistiu que eu deveria ir à Wolkswagen reparar o minúsculo dano. A cara do senhor não me era estranha...e a curiosidade foi mais forte:

Eu: a sua cara não me é estranha mas não sei de onde o conheço...
Ele: De facto, também estava a pensar no mesmo...

Acabou por me entregar o cartão pessoal, para que lhe ligasse no dia seguinte a dizer o que tinha decidido quanto ao carro. Li o nome e a profissão. Era médico. Fiquei verde (ou azul, ou vermelha, ou de todas as cores).O mesmo que estava neste momento a fazer a especialidade de obstetrícia com a minha ginecologista. O mesmo que assistiu à minha última consulta e até participou na realização do Papanicolau.

Liguei-lhe hoje, só para dizer que se confirmava a transferência de tinta e que não existia qualquer risco. Respondeu,alegremente, dizendo que ficava aliviado. E acrescentou: - Sabe onde trabalho, não é? E agora também já tem o meu número de telemóvel, por isso, por isso sempre que precisar de alguma coisa, é só ligar.

(Até podia ser o otorrinolaringologista. Ou o médico de família. Mas não...tinha mesmo que ser o ginecologista?)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Cold Case



Esta série não tem meninos bonitos. Nem precisa. Porque tem o que realmente importa: um argumento genial que deita por terra qualquer CSI. Dito de outra forma: aqui, a ficção podia realmente ser realidade, se a história não acontecesse no ecrã da nossa TV e as personagens não fossem actores. Ahhhh...e garanto que não fazem testes de ADN em dez minutos!

Estou oficialmennte rendida aos encantos da Lily Rush. A todos os que, como eu, tem a mania das séries de investigação, aconselho.